quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Quais são as principais sequelas respiratórias e pulmonares da Covid-19?


Dificuldade para respirar, falta de ar, cansaço, fadiga, tosse, dificuldade de sentir cheiro, e rinite são as principais sequelas respiratórias e pulmonares da Covid-19.
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Por mais que a maioria das pessoas infectadas com Covid-19 fique melhor depois de algumas semanas após a doença, algumas podem apresentar sequelas. As sequelas se manifestam, geralmente, depois de quatro ou mais semanas após a infecção, como uma diversidade de sinais e sintomas, que podem ser novos, que apareceram durante a doença e voltaram ou que nunca deixaram de existir. As sequelas, ainda, podem acontecer em pacientes que apresentaram diferentes níveis de doença, tanto os assintomáticos, mais leves e moderados ou até aqueles casos severos. Dessa forma, quando falamos das sequelas respiratórias (que atingem as vias respiratórias, como faringe, laringe, brônquios) e pulmonares, as principais são: dificuldade para respirar; falta de ar; aumento no esforço para respirar; sensação de cansaço e fadiga, tosse persistente e dificuldade em sentir cheiros. Além disso, uma sequela não tão comum pode ser a rinite (processo de inflamação da mucosa do nariz). Estudos feitos indicaram que a redução da capacidade pulmonar, que é a quantidade total de ar que consegue entrar nos pulmões, pode estar reduzida depois de uma infecção por Covid-19, ou seja, o pulmão recebe menos ar, o que pode contribuir para os sintomas apresentados. Além disso, em casos mais graves, por conta da alta inflamação causada pela doença, alguns pacientes podem apresentar fibrose pulmonar, que é a formação de cicatrizes (o tecido normal do pulmão é transformado em um tecido fibrótico, o qual não apresenta as mesmas características do original), o que também pode comprometer os processos respiratórios. Para tratar essas sequelas, é importante consultar sempre o médico especializado após a infecção por Covid-19. Além disso, alguns exercícios elaborados pela fisioterapia podem ser úteis. A melhor forma de prevenir essas sequelas é prevenir a doença em si, por meio do uso das vacinas e das medidas de biossegurança.

Referências: 

Centers for Disease Control and Prevention. Post-Covid conditions: information for healthcare providers. Informação atualizada em Julho de 2021. Disponível em: 
https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/hcp/clinical-care/post-covid-conditions. Acesso em: 29 out. 2021.

Centers for Disease Control and Prevention. Post-covid conditions. Informação atualizada em Setembro de 2021. Disponível em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/long-term-effects/.Acesso em: 29 out. 2021.

UpToDate. Covid-19: Evaluation and management of adults following acute viral illness. Informação atualizada em Outubro de 2021. Disponível em: https://www.uptodate.com/. Acesso em: 28 out. 2021.

Autor do resumo:
Aluno Victor Villatoro Carrapato
Curso de Medicina da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Revisor do resumo: 
Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão
Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Observação:
Geralmente, o Projeto Fale com o Dr. Risadinha busca informações com alto nível de evidência científica para fornecer respostas seguras e confiáveis ao seu público. Mas por se tratar de assunto novo, muitas informações sobre coronavírus e COVID-19 são opiniões de especialistas, carecendo de mais estudos científicos que as comprovem.



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