sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Qual o tratamento para a sífilis?



A sífilis é uma doença causada pela infecção por uma bactéria, portanto, deve ser tratada com o uso de antibióticos. Geralmente, usa-se a penincilina G.
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A sífilis é uma doença causada pela infecção por uma bactéria, portanto, deve ser tratada com o uso de antibióticos. O tratamento recomendado da sífilis em qualquer estágio é a penicilina G, mas o tipo de penicilina G, bem como a dose e duração do tratamento dependem do estágio da sífilis e dos sinais e sintomas. A dose de penicilina G também pode depender da idade do paciente, se é adulto ou criança. O tratamento para a sífilis que não afetou o sistema nervoso é uma única injeção intramuscular (no músculo) de penicilina G benzatina. O tratamento da sífilis em pacientes alérgicos à penicilina pode ser doxiciclina via oral ou ceftriaxona endovenosa (na veia) ou intramuscular, ou tetraciclina (a tetraciclina em pacientes na fase tardia da sífilis latente), mas esses antibióticos não são usados em grávidas. No tratamento da sífilis em mulheres grávidas alérgicas à penicilina deve ser feita uma dessensibilização à penicilina e administração de penicilina G benzatina. O tratamento da neurossífilis (sífilis que atingiu o sistema nervoso central) e da sífilis ocular é feito com penicilina G endovenosa. A demora no diagnóstico da sífilis ocular pode levar a danos permanentes na visão e cegueira. O tratamento da sífilis latente (que é silenciosa, pois não apresenta sinais ou sintomas) também pode ser feito com penincilina G, mas existem evidências científicas limitadas de que esse seria o tratamento mais recomendado. O tratamento da sífilis pode levar à reação de Jarisch-Herxheimer, que ocorre de 2 a 24 horas do tratamento e dá febre, dor de cabeça, dor muscular e pode piorar as manchas na pele. A maior parte dos casos de reação de Jarisch-Herxheimer ocorre no tratamento da sífilis primária e da sífilis secundária. A reação de Jarisch-Herxheimer geralmente é tratada com antipiréticos e anti-inflamatórios não esteroidais. O tratamento da sífilis deve ser seguido por exames de sangue sorológicos e exame físico, para avaliar se o paciente foi curado. Após o tratamento da neurossífilis, deve-se realizar exame do líquido cerebroespinal a cada 6 meses, até que o número de células desse líquido esteja normal. Pacientes que foram tratados para neurossífilis mas que não diminuíram o número de células no líquido cerebroespinal em 6 meses ou que não normalizaram esse número em até 2 anos após o tratamento, devem ser tratados novamente. Quando alguém é diagnosticado com sífilis, é importante que seus parceiros sexuais também sejam testados para essa doença, o que vai determinar se vão precisar de tratamento.

Referências: 

Dynamed [Internet]. Primary syphilis. Informação atualizada em outubro de 2018. Disponível em: http://psbe.ufrn.br/. Acesso em: 21 set. 2019.

Dynamed [Internet]. Secondary syphilis. Informação atualizada em setembro de 2018. Disponível em: http://psbe.ufrn.br/. Acesso em: 21 set. 2019.

Dynamed [Internet]. Tertiary syphilis. Informação atualizada em setembro de 2018. Disponível em: http://psbe.ufrn.br/. Acesso em: 21 set. 2019.

Dynamed [Internet]. Latent syphilis. Informação atualizada em setembro de 2018. Disponível em: http://psbe.ufrn.br/. Acesso em: 23 set. 2019.

Dynamed [Internet]. Neurosyphilis. Informação atualizada em setembro de 2018. Disponível em: http://psbe.ufrn.br/. Acesso em: 23 set. 2019.

Dynamed [Internet]. Ocular syphilis. Informação atualizada em setembro de 2018. Disponível em: http://psbe.ufrn.br/. Acesso em: 23 set. 2019.

Autor do resumo: 
Jéssica Nara Targino Cavalcante

Revisor do resumo:
Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

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