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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Qual o tratamento para íleo paralítico?


O íleo paralítico, a depender da causa que o gerou, é tratado com antibióticos, antagonistas opioides, jejum ou limpeza do intestino por sonda.

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O tratamento do íleo paralítico depende do que provocou essa paralisação. O íleo paralítico normalmente ocorre após cirurgias abdominais, mas também pode ser provocado por infecções no abdome, infecções generalizadas, traumas abdominais e medicamentos. Caso o íleo paralítico seja provocado por cirurgias, na maioria dos casos, não é necessário nenhum tratamento, pois os movimentos peristálticos retornam ao normal após alguns dias. No caso de infecções, é necessário o uso de antibióticos. Os medicamentos que mais causam íleo paralítico são os analgésicos opioides, como a morfina. Em casos em que o íleo paralítico ocorra por opioides, é usado um medicamento antagonista, ou seja, que corta o efeito do opioide. Em todos os casos, quando se trata o que provocou o íleo paralítico, o intestino começa a se recuperar sozinho. Enquanto o íleo paralítico ainda não passou, é recomendado ficar em jejum. Durante o íleo paralítico também não se deve beber água. Assim que o intestino começar a se recuperar, o paciente pode voltar a comer. Quando o intestino começa a se recuperar, é recomendável começar se alimentando primeiro de líquidos e depois de sólidos. O íleo paralítico dura em média 2 a 3 dias após o início do tratamento ou após uma cirurgia. Caso o íleo paralítico dure mais do que 3 dias, pode ser necessário fazer uma retirada de alimentos que estejam no intestino, por meio de uma sonda. A sonda é um cano fino que consegue chegar no intestino pelo nariz ou pela boca. Caso o íleo paralítico dure mais do que 3 dias, também pode ser necessário realizar a alimentação na veia com soro com nutrientes.

Referências: AccessMedicine [Internet]. Papadakis, M.A. et. al. Current medical diagnosis & treatment: gastrointestinal disorders. New York: Lange,  2019. Disponível  em: http://psbe.ufrn.br/. Acesso em: 11 out. 2018.

Autor do resumo: Gabriella Neves Cury
Revisores do resumo: Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão, Prof. Dr. Fabio Carmona

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