terça-feira, 31 de julho de 2018

Quais são os principais sinais do estupro contra mulheres?


As vítimas de estupro podem desenvolver medos que antes não tinham, doenças do sono e  depressão. Em casos alguns casos, pode haver ferimentos e dores abdominais.

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De acordo com pesquisas brasileiras, a cada 11 minutos um estupro é registrado em hospitais pelo Brasil. Essas pesquisas também apontam que muitos casos não são levados aos hospitais ou não são registrados, e que pode haver até 1 estupro a cada minuto no Brasil. Meninas mais vulneráveis têm maior risco de sofrerem violência sexual. A maioria das vítimas é menor de idade. Entre as meninas menores de idade que são estupradas, uma em cada dez tem deficiência física ou mental. A maioria dos agressores é uma pessoa próxima ou conhecida. No caso das crianças, aproximadamente metade dos agressores pertencem à própria família, como pais, padrastos, irmãos e avôs. Quando o estupro ocorre com algum parente próximo, há maiores chances dele se repetir. Independente da idade da vítima, cada menina reage de uma maneira ao acontecimento. É comum que as vítimas escondam o estupro. As vítimas, em sua maioria, têm medo de ser culpadas pelo que ocorreu, e serem julgadas pela vestimenta que estavam usando, pelo uso de álcool ou pelo local em que se encontravam, e sofrerem consequências em sua vida pessoal, como isolamento. A maioria das vítimas vai apresentar alguma mudança de comportamento. As vítimas podem expressar angústia, tristeza, raiva e culpa. As vítimas também podem reprimir essas emoções e ficar apáticas. Dependendo de como foi a violência, pode haver ferimentos e dores abdominais. Com o passar do tempo, geralmente ocorrem mudanças no estilo de vida das vítimas. Elas podem desenvolver medos que antes não tinham, doenças do sono, como insônia, além de depressão. Em alguns casos, o trauma da violência sexual pode levar ao suicídio. A melhor maneira para perceber a violência sexual é ter uma relação com diálogo aberto, em que a vítima se sinta segura para contar o que aconteceu.

Referências: CERQUEIRA, Daniel; COELHO, Danilo S. Cruz; FERREIRA, Helder. Estupro no Brasil: vítimas, autores, fatores situacionais e evolução das notificações no sistema de saúde entre 2011 e 2014. Revista Brasileira de Segurança Pública, v. 11, n. 1, 24-48, fev/mar 2017.

AccessMedicine [Internet]. Quick medical diagnosis & treatment: sexual violence . New York: Lange, 2017. Disponível  em: http://psbe.ufrn.br/. Acesso em: 23 jun. 2018.

Autor do resumo: Gabriella Neves Cury
Revisores do resumo: Prof. Dr. Fabio Carmona, Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

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