terça-feira, 8 de maio de 2018

Como prevenir o suicídio em crianças e adolescentes?


Os pais e familiares ajudam na prevenção de suicídio quando aproximam-se afetivamente de seus filhos, conversam com calma e dizem aos filhos que são amados.

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No caso do suicídio de crianças e adolescentes, os fatores de risco mais importantes são: os transtornos de humor, como a depressão, o abuso de substâncias psicoativas, os transtornos de conduta e de impulsos, o histórico de tentativas de suicídio, a história familiar de suicídio, perdas afetivas sérias ou recentes, abuso ou negligência familiar, vitimização (bullying), preconceito e o fácil acesso a meios letais, como armas de fogo, medicamentos em grande quantidade, drogas ilícitas, bebidas alcoólicas e agrotóxicos. O treinamento sobre os fatores de risco do suicídio destinado aos educadores e aos profissionais de saúde que trabalham na atenção primária auxiliam na identificação de crianças e adolescentes que estejam em risco. O controle de armas mais rigoroso e a menor disponibilidade de armas de fogo diminuem a taxa de suicídio juvenil. Assim, é importante que os pais e familiares restrinjam o acesso de armas a crianças e adolescentes. Em casa, os medicamentos e substâncias letais devem ser muito bem guardados a fim de diminuir as tentativas de suicídio por intoxicação. É importante detectar os "sinais" que são indicativos de que a criança e o adolescente precisam de auxílio profissional: quando falam sobre morrer, desaparecer, "sumir" ou outras ideias de auto-lesão, mudanças na personalidade, no padrão de sono e nos hábitos alimentares, irritabilidade e agressividade. Os pais e familiares auxiliam na prevenção de suicídio quando aproximam-se afetivamente de seus filhos e adotam algumas medidas como: conversar de maneira calma e não acusatória, dizer claramente aos filhos que são importantes e amados, acolher a expressão de suas emoções e pensamentos, mostrar que compreendem o estresse pelos quais estão passando, tranquilizando-os de que eles não se sentirão assim para sempre, incentivar  a buscar por ajuda profissional, acompanhar apropriadamente o uso de suas mídias sociais e conhecer suas companhias/amizades. Finalmente, pais, profissionais de saúde e educadores devem buscar ajuda de um psiquiatra ou psicólogo sempre que perceberem que a criança ou o adolescente esteja apresentando alterações emocionais e de comportamento.

Referências: AccessMedicine [Internet]. King, R.A. Suicidal behavior in children and adolescents. In: Ebert MH, Loosen PT, Nurcombe B, Leckman JF. eds. Current diagnosis & treatment: psychiatry. 2ed. New York: McGraw-Hill, 2008. Disponível em: http://psbe.ufrn.br/index.php . Acesso em: 26 jul. 2017.

KASLOW, N. J. Suicidal behavior in children and adolescents. S.l.: American Psychological Association, 2014.


Autor do resumo: Claudio Vinicius de Assis Rondado
Revisores do resumo: Prof. Dr. Fabio Carmona, Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão, Dr. Mateus Andrea Angelucci

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