quarta-feira, 11 de abril de 2018

O que é catarata congênita?


A catarata congênita é uma doença que gera a redução da visão e até a cegueira.

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A catarata congênita é uma doença definida pela perda da transparência do cristalino, que é uma estrutura dos olhos por onde a luz penetra antes de formar a imagem na retina. Em outras palavras, o cristalino é a lente do olho. A perda de transparência pode ocorrer em algumas partes do cristalino ou em sua totalidade, levando à redução da visão e até à cegueira. Ela pode acometer apenas um olho ou os dois olhos. A catarata congênita acomete os bebês durante seu desenvolvimento, ainda na gestação, e pode ter várias causas. Ela pode ter transmissão genética, ou seja, pode ser passada de pais para filhos. Além disso, algumas doenças maternas durante a gestação podem levar ao desenvolvimento da catarata congênita pelo bebê, como diabetes, toxoplasmose, sífilis, infecção por citomegalovírus e vírus da herpes. Em uma parcela dos casos, a catarata congênita ocorre em associação com outras doenças como: hipoglicemia neonatal, hipoparatireoidismo, galactosemia, síndrome de Down, Síndrome de Edward, entre outras.  Existem ainda casos cuja causa não é conhecida, que são chamados de catarata congênita idiopática, ou catarata congênita esporádica. Os sintomas da catarata são: perda parcial ou total da visão, embranquecimento da pupila (a menina dos olhos) e fotofobia (desconforto provocado pela luz). A pupila esbranquiçada pode ser observada logo no nascimento, através do teste do reflexo vermelho, também chamado de teste do olhinho. Esse é o exame mais indicado para realizar o diagnóstico de catarata congênita. Quando o diagnóstico não é feito por esse teste, geralmente os pais percebem que seu filho pode não estar enxergando bem através da observação de seu comportamento. Durante a investigação da catarata congênita, algumas informações são importantes e podem ajudar a compreender a causa da doença. São elas: história familiar de catarata congênita, doenças maternas, outras doenças da criança, e infecções da mãe durante a gravidez. Além do exame da visão, deve ser realizada uma avaliação completa da criança, a fim de identificar outras doenças ou síndromes associadas. Em alguns casos, podem ser pedidos exames de sangue e de urina, e até testes genéticos. Existem várias classificações da catarata, de acordo com sua localização, causa e características, de modo que alguns tipos são progressivos, ou seja, se tornam mais graves com o passar do tempo, enquanto outros se mantêm estáveis. Caso a catarata congênita não seja tratada de maneira adequada, ela pode levar a complicações como: nistagmo (movimentos rápidos e involuntários do olho), estrabismo, ambliopia (disfunção visual devido ao desenvolvimento anormal do olho) e cegueira.

Referência: UpToDate [Internet]. Cataract in Children. Informação atualizada em 15 de agosto de 2016. Disponível em: www.sibi.usp.br. Acesso em: 26 de abril de 2017.

Autor do resumo: Lenisa de Mello e Souza
Revisores do resumo: Prof. Dr. Fabio Carmona, Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

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