quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O que é leishmaniose cutânea?


A leishmaniose cutânea é uma doença que pode gerar feridas no rosto, pescoço, braços, pernas, boca, nariz e outras partes do corpo.

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A leishmaniose cutânea, também chamada de leishmaniose tegumentar, é uma doença causada por pequenos seres vivos (protozoários do gênero Leishmania). Esses protozoários são transmitidos pela picada de insetos. A leishmaniose tegumentar pode se manifestar de várias formas. A manifestação mais comum é chamada de leishmaniose cutânea localizada que se caracteriza pela presença de lesões de pele que ocorrem no rosto, no pescoço, nos braços e nas pernas. Comumente, as lesões se iniciam como pequenos pontos avermelhados, evoluem para nódulos (caroços) e se tornam feridas (úlceras) com as margens endurecidas, mas que não costumam provocar dor. Além disso, podem surgir ínguas próximas ao local das lesões. Geralmente, o desenvolvimento das lesões é lento e pode durar de meses a anos se não for realizado tratamento. Existem outras manifestações menos comuns da leishmaniose, como a leishmaniose cutânea difusa, em que não se formam feridas, mas caroços ou placas no rosto, nos membros, que podem se espalhar por todo o corpo. A leishmaniose mucosa também é uma forma menos comum, que se caracteriza por lesões na boca, no nariz, mas pode ocorrer lesões em órgãos internos, como faringe, laringe, traqueia e até regiões genitais. Nesses casos, a pessoa pode apresentar sangramentos no nariz ou na boca, tosse, nariz entupido ou com muita saída de secreção, dor e dificuldade para engolir alimentos. Quando a doença atinge tanto a pele quanto as mucosas, ela é classificada como leishmaniose cutâneo-mucosa. Em uma pequena parcela dos casos, o indivíduo pode ser infectado pelo protozoário da leishmaniose e não apresentar nenhum sintoma. A suspeita de que uma pessoa pode ter leishmaniose ocorre quando se observam as feridas na pele e nas regiões de mucosa. A investigação é feita pelo médico através de informações sobre a evolução das lesões e também sobre locais onde a pessoa mora ou esteve, a fim de verificar se é um local com maior risco para o contrair leishmaniose. Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar diferentes exames laboratoriais que verificam a presença do parasita, realizados através do sangue ou de algum tecido retirado das lesões. Não existe vacina para a leishmaniose cutânea, porém a prevenção pode ser feita através de medidas para evitar picadas de mosquitos, como usar roupas que cubram pernas e braços, usar repelentes, colocar telas ao redor das camas etc.

Referências: UpToDate [Internet]. Cutaneous leishmaniasis: clinical manifestations and diagnosis. Informação atualizada em março de 2017. Disponível em:  http://www.sibi.usp.br/. Acesso em: 2 abr. 2017.

UpToDate [Internet]. Cutaneous leishmaniasis: epidemiology and control. Informação atualizada em março de 2017. Disponível em:  http://www.sibi.usp.br/. Acesso em: 2 abr. 2017.

Autor do resumo: Lenisa de Mello e Souza
Revisores do resumo: Prof. Dr. Fabio Carmona, Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

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