quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Qual é o tratamento para o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade?



O tratamento para o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é feito com medicamentos, psicoterapia e educação.

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Embora não haja cura para o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), os tratamentos disponíveis podem ajudar a reduzir os sintomas e melhorar o comportamento. Tratamentos incluem medicamentos, psicoterapia e educação. Os medicamentos indicados para TDAH reduzem a hiperatividade e a impulsividade e melhoram a capacidade de se concentrar, trabalhar e aprender. Às vezes, vários medicamentos diferentes ou em diferentes dosagens devem ser experimentados antes de se encontrar o medicamento certo para cada paciente. O tipo mais comum de medicamento usado para tratar TDAH é chamado de "estimulante". Embora possa parecer incomum para tratar o TDAH com um medicamento que é considerado um estimulante, isto funciona porque tais medicamentos estimulam o pensamento e a atenção. Sob supervisão médica, os medicamentos estimulantes são considerados seguros. Quando mal utilizados ou tomados em excesso, os estimulantes podem aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca, além de aumentar a ansiedade. Portanto, um paciente com outros problemas de saúde, incluindo pressão arterial elevada, convulsões, doenças cardíacas, glaucoma, doença hepática ou renal ou um transtorno de ansiedade deve informar seu médico. Os efeitos colaterais dos medicamentos estimulantes incluem: diminuição do apetite, problemas de sono, mudanças de personalidade, aumento da ansiedade e irritabilidade, dor de estômago e dores de cabeça. Alguns outros medicamentos para TDAH não são estimulantes. Estes medicamentos demoram mais para começar a funcionar do que os estimulantes, mas também podem melhorar o foco, a atenção e a impulsividade em uma pessoa com TDAH. Os médicos podem prescrever um medicamento não estimulante quando um paciente tem efeitos colaterais relacionados ao uso de estimulantes; quando um estimulante não é eficaz; ou quando, em combinação com um estimulante, um medicamento não estimulante pode aumentar a eficácia. Alguns medicamentos antidepressivos são, por vezes, utilizados, sozinhos ou em combinação com um estimulante, para tratar o TDAH. Antidepressivos podem ajudar em todos os sintomas de TDAH e podem ser prescritos se um paciente tem efeitos colaterais relacionados ao uso de estimulantes. Os antidepressivos podem ser úteis em combinação com estimulantes se um paciente também tem outra condição, como um transtorno de ansiedade, depressão ou outro transtorno de humor. Médico e paciente podem trabalhar juntos para encontrar o melhor medicamento, dose ou combinação. Outra possibilidade de tratamento é a terapia comportamental, ou seja, um tipo de psicoterapia que visa ajudar uma pessoa a mudar seu comportamento. Esse tipo de terapia pode envolver ações práticas, como ajudar o paciente a organizar tarefas ou completar trabalhos escolares, ou trabalhar com eventos emocionalmente difíceis. A terapia comportamental também ensina uma pessoa como: monitorar seu próprio comportamento; dar-se elogios ou recompensas por agir de uma forma desejada, como controlar a raiva ou pensar antes de agir. Os pais, professores e membros da família também podem auxiliar no estabelecimento de regras claras, listas de tarefas e outras rotinas estruturadas a fim de que o paciente controle seu comportamento. Os terapeutas também podem ensinar às crianças habilidades sociais, como esperar sua vez, compartilhar brinquedos, pedir ajuda ou responder a provocações, aprender a ler expressões faciais e a reconhecer o tom de voz de outras pessoas, e como responder adequadamente. A terapia cognitivo-comportamental também pode ensinar técnicas de meditação, por meio das quais o paciente aprende a ter consciência e aceitação dos próprios pensamentos e sentimentos para melhorar o foco e a concentração.

Referência: Dynamed [Internet]. Attention deficit hyperactivity disorder (ADHD) in children and adolescents. Atualizada em outubro de 2016. Disponível em: http://psbe.ufrn.br/ . Acesso em: 25 de janeiro de 2017.

Autor do resumo: Claudio Vinicius de Assis Rondado
Revisores do resumo: Prof. Dr. Fabio Carmona, Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

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