terça-feira, 29 de novembro de 2016

O que são malformações congênitas da medula espinhal?



Malformações congênitas da medula espinhal são doenças em que há um defeito no fechamento da coluna do bebê durante a gestação.

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A medula espinhal é uma estrutura alongada e tubular (semelhante a um cordão) formada por fibras nervosas (neurônios) paralelas e unidas que, por meio de seus ramos, permitem a comunicação do encéfalo (cérebro) com as demais partes do corpo. Assim, por exemplo, quando pensamos em levantar nosso braço, a ordem de “levantar o braço” caminha do nosso cérebro até o braço através da medula espinhal para ser executada. Da mesma forma, quando machucamos o dedo, por exemplo, a informação de "dedo machucado", ou seja, dor, caminha do dedo para o cérebro através da medula espinhal.  Como ela é uma estrutura muito importante para os nossos movimentos e para o funcionamento do nosso corpo, a medula espinhal fica dentro de um canal ósseo na coluna (chamado de canal medular), estando assim protegida contra possíveis acidentes e impactos que podemos sofrer. Nas malformações congênitas da medula espinhal geralmente há um defeito no fechamento de parte da parede óssea do canal medular, que geralmente ocorre durante a quinta e a sexta semana de gestação, deixando um segmento da medula espinhal desprotegido ou até mesmo exposto em alguns tipos de malformação. As malformações congênitas da medula espinhal podem ser fechadas, quando a pele sobre o defeito está intacta, ou abertas, quando o conteúdo de dentro do canal está exteriorizado e visível. Desse modo, essas malformações podem aparecer de diversas formas, tamanhos e gravidades. As mais comuns são: espinha bífida oculta (também chamada de disrafismo espinhal oculto ou de disrafismo espinhal fechado), que é uma malformação do tipo fechada, mas com sinais na pele do indivíduo que sugerem sua presença, como tufos de pelos, verrugas, pintas ou manchas claras ou escuras, situando-se na região central e geralmente inferior, das costas do indivíduo; meningocele, que é uma malformação do tipo aberta em que apenas as meninges (capas que cobrem a medula espinhal) estão para fora do canal medular, formando geralmente um pequeno saco nas costas da criança, mas com a medula espinhal dentro do canal medular; mielomeningocele, que pode parecer-se com a meningocele mas, neste caso, as meninges e a medula espinhal estão para fora do canal. Em todos os tipos de malformações pode haver sintomas, que variam de acordo com sua gravidade, como incontinência urinária (impossibilidade de segurar a urina), incontinência fecal (impossibilidade de segurar o cocô), infecções urinárias frequentes, problemas com memória e aprendizado, deformidades, fraqueza e perda de sensibilidade das pernas e dos pés. Existem exames para saber a chance de um bebê nascer com malformações congênitas da medula espinhal. No quarto mês de gestação, a gestante pode fazer um exame de sangue que verifica a possibilidade de seu bebê ter malformação da medula espinhal. Se esse exame der positivo, o médico pedirá um ultrassom. Às vezes, é necessário fazer um teste chamado amniocentese, no qual é utilizada uma agulha fina para remover uma pequena quantidade do líquido amniótico da barriga da gestante (o líquido amniótico é um líquido que fica em volta do bebê protegendo-o dentro do útero).

Referências: UptoDate [Internet]. Closed spinal dysraphism: Clinical manifestation, diagnosis and treatment. Informação atualizada em out. 2015. Disponível em: www.sibi.usp.br. Acesso em: 25 set. 2016.

UptoDate [Internet]. Closed spinal dysraphism: pathogenesis and types. Informação atualizada em dez. 2015. Disponível em: www.sibi.usp.br. Acesso em: 25 set. 2016.

UptoDate [Internet]. Prenatal screening and diagnosis of neuro tube defects. Informação atualizada em jul. 2016. Disponível em: www.sibi.usp.br. Acesso em: 25 set. 2016.

UptoDate [Internet]. Patient education: spina bifida (myelomenigocele) (the basics) . sd. Disponível em: www.sibi.usp.br. Acesso em: 25 set. 2016.

Autor do resumo: Nivaldo Sena da Silva
Revisor do resumo: Prof. Dr. Fabio Carmona, Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

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