terça-feira, 15 de novembro de 2016

Como diminuir a solidão e o isolamento social em idosos?


A solidão e o isolamento social em idosos demandam apoio social, oportunidades de interação social e ação sobre seus pensamentos adaptativos. 

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Solidão e isolamento social afetam a saúde de pessoas idosas, e metade delas pode apresentar estes problemas. É importante detectar esses problemas por causa de seus impactos sobre o tempo, a duração e a qualidade da vida. As pessoas que vivem sós e possuem várias doenças, sintomas depressivos, insônia, ou estão em situações de viuvez, desemprego ou empobrecimento, estão em maior risco de apresentar isolamento social. O isolamento social é a situação objetiva em que a pessoa idosa busca ter o mínimo de contato com outras pessoas, sejam a família ou os amigos. Solidão, por outro lado, é o sentimento de ter menos afeto e proximidade do que o desejado na esfera íntima (solidão emocional), ter pouca proximidade com a família e os amigos (solidão relacional) ou se sentir socialmente subestimado (solidão coletiva). No isolamento, a pessoa deseja estar só. Na solidão, a pessoa se sente só, mas não é isto que ela deseja. A solidão emocional está intimamente ligada à viuvez, e pode afetar homens e mulheres. Viver sozinho não implica necessariamente em solidão ou isolamento. Pessoas que vivem sozinhas podem desfrutar ativamente de uma família e da vida social. Por outro lado, algumas pessoas, mesmo vivendo em companhia de outras, podem se sentir muito sozinhas. Portanto, não é importante apenas verificar se o idoso possui ligações com outras pessoas, mas também se preocupar com a qualidade de seus relacionamentos. Pessoas que, voluntariamente, decidem isolar-se da família e dos amigos não podem ser necessariamente considerados socialmente isolados. Uma rede social bem-sucedida promove comportamentos e hábitos saudáveis​​. Consequentemente, a solidão e o isolamento aumentam o risco de inatividade física, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada. A quantidade e a qualidade do sono também podem ser afetados em pessoas que sofrem de solidão ou isolamento, causando mais cansaço e indisposição durante o dia. Solidão e isolamento social também estão associados a sintomas depressivos e, no caso dos homens, são um fator de risco para o suicídio. Idosos que se isolam tem um maior risco de quedas, de internações, e precisam de mais cuidados em casa. A responsabilidade de intervir na solidão e no isolamento social não é exclusiva dos profissionais de saúde. A família, a comunidade, os serviços de saúde e os serviços sociais, assim como igrejas e associações cívicas podem colaborar para a superação desses problemas. Dessa forma, o primeiro passo é identificar a solidão ou o isolamento do idoso. Se isto for feito, as intervenções destinadas a reduzir a solidão e o isolamento social baseiam-se em: a) melhorar suas habilidades sociais; b) promover o apoio social; c) aumentar as oportunidades de interação social, e d) agir sobre os pensamentos sociais-adaptativos. A assistência de idosos muitas vezes se preocupa com ações curativas ou preventivas, mas deve se esforçar também para que idosos possam ouvir, ver e caminhar melhor, pois isso lhe dará mais independência para participar de atividades sociais e em grupo.

Referências: PUBMED [Internet]. Gené-Badia, J. et al. Aislamiento social y soledad: ¿qué podemos hacer los equipos de atención primaria?. Atención primaria, v.48, n.9, p. 2016. Atualizada em março de 2016. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/labs/articles/27667145/ Acesso em: 8 nov. 2016.

Autor do resumo: Claudio Vinicius de Assis Rondado
Revisor do resumo: Prof. Dr. Fabio Carmona, Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão

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