terça-feira, 12 de abril de 2016

Como tratar a obesidade em crianças e adolescentes?


O tratamento da obesidade em crianças e adolescentes demanda mudanças alimentares e mudanças de comportamento, como aumento da atividade física.

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O tratamento da obesidade em crianças e adolescentes demanda mudanças alimentares e mudanças de comportamento. As mudanças alimentares recomendadas para o tratamento da obesidade são a adoção de dietas contendo frutas, vegetais e laticínios com pouca gordura. As mudanças de comportamento incluem o combate ao comportamento sedentário (como limitar o tempo de televisão e videogame para 1 a 2 horas por dia), e o aumento da atividade física com intensidade moderada a forte por até 3 horas por semana. O apoio dos pais é um fator importante na redução de peso em crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade. Sessões de psicoterapia em família ou terapia de grupo também podem ser úteis e funcionam melhor do que a terapia individual. O uso de medicamentos específicos para perda de peso pode ser considerado pelo médico em casos de adolescentes obesos que já apresentam doenças relacionadas à obesidade (hipertensão, diabetes, colesterol alto), ou quando há piora da obesidade mesmo após 6 a 12 meses de tentativas de tratamento acompanhadas por profissionais da saúde. O orlistate é único medicamento aprovado para a perda de peso em adolescentes obesos com idade entre 12 e 16 anos, e só pode ser usado mediante prescrição médica. A cirurgia bariátrica deve ser considerada apenas após 6 a 12 meses de tentativas de mudanças do estilo de vida, sem sucesso, em adolescentes com índice de massa corporal (IMC) maior que 50, ou maior do que 40 quando já existem doenças relacionadas à obesidade.

Referência: Dynamed [Internet]. Obesity in children and adolescents. Informação atualizada em 16 jan. 2016. Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/periodicos.. Acesso em: 30 jan. 2016.

Autor do resumo: Larissa Oliveira Almeida
Revisor do resumo: Profa. Dra. Maria Cristiane Barbosa Galvão, Prof. Dr. Fabio Carmona

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